Título

A sintaxe do uso: as estruturas complexas do espanhol na língua cotidiana

Identificação

  • Coordenador e Ministrante: Elton Luiz Vergara Nunes (Siape: 2278561)
  • Unidade: Faculdade de Letras - Universidade Federal de Pelotas
  • Departamento: Letras Estrangeiras
  • Público alvo: alunos de Letras do oitavo semestre de língua espanhola

Considerações iniciais

A língua espanhola é uma língua estrangeira moderna em franca expansão. É língua oficial em 21 países, com cerca de 400 milhões de falantes nativos, mais de 110 milhões de falantes como segunda língua, ultrapassando meio bilhão de usuários diários do espanhol. Além disso, está presente nos meios de comunicação como a segunda língua internacional mais usada, ficando atrás, obviamente, apenas do inglês. Devido a essa grande expansão, o interesse pelo ensino da língua espanhola aumenta nos diferentes lugares; no Brasil, em especial, o ensino do espanhol torna-se obrigatório por lei, não somente pelo compromisso do contexto latino-americano e com o Mercosul, mas por uma necessidade de abrir-se ao mundo. Desta forma, o contato diário com a língua espanhola ocorre em diversos meios, sobretudo pela internet, música e literatura, além do rádio, televisão e jornais.

Justificativas

O conhecimento da língua espanhola, para um professor de ELE (Espanhol Língua Estrangeira) não pode se restringir aos conteúdos presentes nos manuais didáticos ou nos exemplos criados para sala de aula. Gramáticas e dicionários não dão conta da riqueza da língua. É necessário ir além da sala de aula para conhecer a língua de uso cotidiano dos falantes nativos e mesmo dos usuários estrangeiros. O presente projeto tem esse propósito, expor os alunos a mostras diversas da língua espanhola, nos diferentes meios de comunicação, com o propósito de que a conheçam na sua riqueza e dinâmica. É essa língua viva que traz a complexidade linguística das estruturas e regras que a conformam. As relações sintáticas mais complexas ocorrem exatamente no uso cotidiano e não premeditado, na expressão espontânea, nas frases soltas e nas relações de comunicação mais autênticas, permeadas de contextos ricos em sons, movimentos e imagens. Dentro deste Projeto de Ensino, pretende-se realizar com os alunos uma série de pesquisas que os levem para o encontro com a língua espanhola fora da sala de aula, com orientação do professor ministrante. Num movimento de diálogo, de volta à sala de aula, discutir e entender as mostras de língua espanhola encontradas nos mais diferentes momentos e meios de uso comunicativo. A necessidade de entender as estruturas sintáticas da língua espanhola, em mostras autênticas de uso, justifica a presente proposta, já que nos programas regulares de ensino da língua, muitas vezes, os estudos se restringem a exemplos didáticos e expressões controladas, com espaços bastante restritos para a prática de pesquisa e construção do conhecimento pelo aluno. Acredita-se que, desta forma, o projeto que ora se apresenta, contribuirá para o aprimoramento e qualidade do curso de Espanhol bem como se espera que possa impulsionar o desenvolvimento de atividades de outras pesquisa e possíveis projetos de extensão.

Objetivos

A sintaxe do uso: as estruturas complexas do espanhol na língua cotidiana

Que os alunos:

  • sejam expostos aos diferentes tipos de textos (jornalístico, literário, popular, internético etc.), em diferentes mídias (jornal escrito, revistas, jornal web, cinema, webvídeos, textos digitais etc.);
  • compilem mostras da língua espanhol nos diferentes textos pesquisados;
  • identifiquem as estruturas linguísticas em particular de sintaxe complexa;
  • analisem e descrevam as relações sintáticas dos elementos das orações compostas dos textos pesquisados;
  • elaborem exercícios a partir do material coletado e analisado com o software Hotpotatoes e/ou Ardora;
  • disponibilizem todo o material (amostras e exercícios) em um site específico.

Metodologia

  • Aulas teóricas expositivas a partir de exemplos de textos autênticos.
  • Debates no grande grupo sobre os exemplos apresentados.
  • Pesquisas em autonomia de amostras para estudo.